Ditado para fonoaudiólogos: evoluções e relatórios sem ficar até tarde digitando
O ditado para fonoaudiólogos surge de uma rotina em que o profissional atende, observa, anota e depois ainda escreve. A evolução de cada sessão, a anamnese do paciente novo, o relatório de avaliação para a escola, para o médico ou para o convênio. É texto que não pode ficar para depois, porque a memória da sessão some.
Este artigo mostra como organizar essa escrita, o que avaliar numa ferramenta de ditado e onde o ditado por voz poupa tempo de verdade.
Os documentos que mais tomam tempo
- Evolução de sessão: curta, mas diária e para cada paciente. O que foi trabalhado, a resposta, a conduta para a próxima.
- Anamnese: histórico de desenvolvimento, queixa, alimentação, audição, escola. Longa e cheia de detalhes.
- Relatório de avaliação: o texto mais longo. Descreve linguagem, fala, voz, motricidade orofacial ou audição, os instrumentos usados e a conclusão.
- Relatórios para terceiros: escola, neuropediatra, otorrino, convênio. Mesmo conteúdo, linguagem diferente para cada leitor.
Como escrever a evolução sem atrasar o dia
- Use uma estrutura fixa: objetivo da sessão, atividades, resposta do paciente, orientação à família, plano.
- Escreva logo depois da sessão, nos minutos entre um paciente e outro. Dois minutos agora valem mais que vinte à noite.
- Descreva o que observou, com exemplos ("produziu /r/ em posição medial em 6 de 10 palavras"), e separe da sua interpretação.
- Deixe o relatório longo para um bloco fixo na semana, com o protocolo de avaliação aberto ao lado.
O que avaliar numa ferramenta de ditado
- Onde roda: no navegador, no celular ou só num programa de computador. Se o seu prontuário eletrônico é web, uma extensão de navegador escreve direto nele.
- Português de verdade: termos como fonema, disfagia, ceceio, processos fonológicos precisam sair escritos certo. Um dicionário próprio ajuda.
- Dados sensíveis: dado de saúde é sensível pela LGPD. Pergunte se o áudio é guardado, se o texto fica no servidor e se os dados treinam modelos.
- Ditado nativo do sistema: o ditado do Google Docs, do Windows ou do iPhone é gratuito e serve para textos curtos. Costuma exigir mais correção de pontuação.
Onde o ditado por voz entra
O usarvoz escreve o que você fala em qualquer campo de texto: o prontuário web no Chrome (pela extensão), ou qualquer app no celular (teclado no iPhone, bolha no Android). O áudio é apagado depois da transcrição e o texto não fica no nosso servidor, a menos que você ative o "histórico", que vem desligado.
Para evoluções, o modo Notas coloca cada frase num tópico. Para relatórios, use o modo normal: diga novo parágrafo e o texto muda de parágrafo.
- Na página da conta (/conta.html), adicione ao dicionário os termos que você usa: nomes de protocolos, fonemas, "disfagia orofaríngea", nomes de escolas e médicos que recebem seus relatórios.
- No Chrome, abra o prontuário do paciente e clique no campo da evolução.
- Aperte Alt+Shift+V e fale: "o objetivo é a produção de fricativas em início de palavra". Sai: "O objetivo é a produção de fricativas em início de palavra." Fale como fala: o usarvoz pontua sozinho; se disser a pontuação, respeita-a.
- Clique no botão para parar, releia e salve. Escreva o nome do paciente à mão se preferir não dizer em voz alta.
Ditar não substitui o seu julgamento clínico nem a revisão. Confira números de testes e escores antes de assinar.
Escreva a próxima evolução falando. 30 minutos grátis, sem cartão.
Testar grátisPerguntas frequentes
Posso ditar em atendimento com o paciente na sala?
Pode, mas muitos profissionais preferem ditar logo depois, sem o paciente ou a família ouvindo. Decida pelo sigilo, não pela ferramenta.
O usarvoz guarda o que eu falo?
Não. O áudio é apagado depois da transcrição e o texto só fica guardado se você ativar o histórico. Não usamos seus dados para treino.
Quanto custa?
30 minutos grátis para testar. Depois, R$ 19,90 por mês com 8 horas de ditado na nuvem.