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Métodos de anotação que funcionam na aula e no trabalho, e como anotar falando
Sem um dos métodos de anotação certos, quem anota tudo o que ouve sai da aula com três páginas e nenhuma ideia clara. Quem anota pouco demais não entende as próprias notas uma semana depois. O método certo resolve as duas coisas, e muda conforme o tipo de conteúdo.
Este guia é para estudantes, concurseiros e profissionais que anotam em reuniões. Primeiro os métodos, depois como o ditado por voz ajuda a passar as ideias para o papel mais rápido.
Os quatro métodos mais usados, e para que serve cada um
- Cornell: divide a página em três partes. Na coluna larga da direita vão as notas da aula. Na coluna estreita da esquerda, depois, você escreve perguntas e palavras-chave. Embaixo, um resumo de duas ou três frases. Bom para matéria que vai cair em prova.
- Mapa mental: o tema no centro, ramos para cada ideia, sub-ramos para detalhes. Serve para ideias que se ligam entre si, como causas e consequências, ou o planejamento de um projeto.
- Tópicos (outline): títulos e subtítulos com recuo. Funciona quando o professor ou palestrante segue uma estrutura clara.
- Frases (método de sentenças): uma frase completa por ideia, numerada. Útil em aulas rápidas, com pouca estrutura, quando não dá tempo de organizar.
Como escolher o método para cada situação
- Veja se o conteúdo tem estrutura. Aula com roteiro pede tópicos; palestra solta pede frases.
- Pense no uso depois. Se é para revisar e se testar, use Cornell: a coluna de perguntas vira um simulado.
- Se o assunto tem muitas relações (história, biologia, estratégia), passe as notas a limpo num mapa mental.
- Revise em até 24 horas. Nesse momento você completa as lacunas enquanto a aula ainda está fresca.
Erros que deixam as anotações inúteis
- Copiar o slide palavra por palavra. O slide já existe; anote o que o professor diz além dele.
- Não marcar a data e o tema no topo. Em um mês, ninguém sabe de que aula era aquela folha.
- Deixar a revisão para a véspera da prova. As lacunas já não se completam.
Onde o ditado por voz entra
Você fala em média 130 palavras por minuto e digita cerca de 40. Na revisão logo depois da aula, falar o que lembra é mais rápido do que digitar. Com o usarvoz, o modo Notas põe cada frase falada como um tópico, o que já serve de base para Cornell ou para o método de frases.
Termos da matéria (nomes de autores, fórmulas faladas, siglas) vão no dicionário da conta, até 500 palavras, e passam a sair escritos certo.
- No computador, instale a extensão do usarvoz no Chrome e abra o seu Google Docs ou Notion.
- No popup da extensão, escolha o modo Notas.
- Clique no campo do documento, aperte Alt+Shift+V e fale uma ideia por frase: fale como fala: o usarvoz pontua sozinho; se disser a pontuação, respeita-a.
- Aperte de novo para parar. Cada frase entra como um tópico.
- No celular, faça o mesmo pela bolha no Android ou pelo teclado usarvoz no iPhone, com uma sessão de ditado ativa.
Revise a próxima aula falando, no modo Notas. 30 minutos grátis, sem cartão.
Testar grátisPerguntas frequentes
Qual o melhor método de anotação para concurso?
Cornell costuma funcionar bem, porque a coluna de perguntas vira revisão ativa. Mas o melhor é o que você realmente revisa.
Posso ditar durante a aula?
Durante a aula, falar atrapalha os outros. O ditado rende mais na revisão logo depois, quando você fala o que anotou e o que lembra.
O usarvoz grava a aula do professor?
Não. O usarvoz escreve o que você fala ao microfone. Ele não transcreve gravações, reuniões nem vídeos.