Apps Linux para programadores: o que instalar e para que serve
Quem programa em Linux monta o seu próprio ambiente, e há opções a mais. Isto não é um ranking. É uma selecção de ferramentas conhecidas, abertas ou gratuitas para uso pessoal, com o que cada uma faz bem, para montares uma base sólida em Ubuntu, Fedora, Debian ou Arch.
No fim, uma parte prática: como escrever por voz o que não é código, como descrições de pull request, issues e mensagens para a equipa, directamente no Chrome.
Editor e terminal
- VS Code (ou o build aberto VSCodium): editor com extensões para quase todas as linguagens, terminal integrado e Git na barra lateral. A escolha mais comum para começar.
- Neovim: editor modal no terminal, leve e muito configurável. Pede tempo de configuração e devolve velocidade ao teclado.
- JetBrains (IntelliJ, PyCharm e outros): IDEs completos com refactoring forte. Algumas edições são gratuitas.
- Terminais: o de origem do GNOME ou do KDE chega; Kitty, Alacritty e WezTerm são alternativas aceleradas por GPU, configuradas num ficheiro.
- tmux: divide o terminal em painéis e mantém sessões abertas mesmo que a ligação SSH caia.
Git, contentores e dados
- Git na linha de comandos é a base. O lazygit dá uma interface no terminal para stage, commits e rebase sem decorar opções.
- Docker ou Podman: correr bases de dados, filas e serviços locais sem instalar tudo na máquina. O Podman corre sem daemon e sem root por omissão.
- DBeaver: cliente gráfico para PostgreSQL, MySQL, SQLite e outras bases de dados.
- Postman ou Bruno: testar APIs HTTP. O Bruno guarda as colecções como ficheiros de texto, fáceis de versionar.
- Flameshot: capturas de ecrã com setas e marcações, úteis para abrir uma issue de um erro visual.
Notas e documentação
O código é metade do trabalho. A outra metade é escrever: decisões de arquitectura, README, respostas em code review.
- Obsidian ou Logseq: notas em Markdown, guardadas como ficheiros locais.
- Zeal: documentação de linguagens e bibliotecas sem ligação à internet.
- Uma pasta
docs/no próprio repositório costuma durar mais do que qualquer wiki.
Onde o ditado por voz entra
O usarvoz não tem programa para o computador. Em Linux funciona como extensão do Chrome, em qualquer campo de texto de um site: a descrição de um pull request no GitHub ou GitLab, um comentário de code review, uma issue, uma mensagem no Slack web, um prompt no ChatGPT. O código continuas a escrevê-lo ao teclado; o texto em português à volta dele podes falá-lo.
- Instala a extensão do usarvoz no Chrome do teu Linux e entra com o teu email (código de 6 dígitos, sem palavra-passe).
- Em conta, junta ao dicionário os nomes que o ditado erra: o nome do produto, serviços internos, "Kubernetes", "PostgreSQL", "endpoint".
- Abre o pull request no browser e clica no campo da descrição. O botão azul do microfone aparece no canto.
- Carrega em Alt+Shift+V, diz o que mudou e porquê, e carrega outra vez para parar. Fala como falas: o usarvoz pontua sozinho; se disseres a pontuação, respeita-a.
- Revê e acerta os trechos de código ao teclado, entre acentos graves.
O texto falado entra onde está o cursor. O terminal e os editores instalados fora do browser não recebem o texto da extensão.
Escreve a próxima descrição de pull request a falar. 30 minutos grátis, sem cartão.
Experimentar grátisPerguntas frequentes
O usarvoz funciona no terminal do Linux?
Não. Funciona dentro do Chrome. Para mensagens de commit, podes usar o editor web do GitHub ou do GitLab, ou ditar num campo do browser e copiar.
Funciona em qualquer distribuição?
Funciona onde o Chrome corre. A distribuição não conta.
Quanto custa?
30 minutos grátis, sem cartão. O Pro custa 5,99 € por mês, com 8 horas de ditado na nuvem.