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Ditado para terapeutas ocupacionais: avaliações e notas de evolução por voz
Quem procura ditado para terapeutas ocupacionais costuma passar o dia com utentes e o fim do dia com registos. Avaliação inicial, nota de evolução de cada sessão, relatório para a escola, para o médico ou para a seguradora: é muito texto, quase sempre escrito depois do horário.
Este artigo mostra como organizar esses registos para os ditar, o que verificar numa ferramenta de ditado, e onde entra o usarvoz. Serve também a quem recomenda o ditado como adaptação aos utentes.
Os registos que mais pesam
A nota de evolução é o melhor sítio para começar: estrutura sempre igual e texto curto. Ditada logo a seguir à sessão, com o caso fresco, deixa de se acumular para a noite.
- Avaliação inicial: motivo de referenciação, história ocupacional, desempenho nas actividades de vida diária (AVD), instrumentos aplicados e objectivos.
- Nota de evolução: o que se trabalhou, como o utente respondeu, o que muda no plano.
- Relatório: para a escola, o médico assistente, a junta médica ou a seguradora, numa linguagem que um leigo perceba.
- Indicações à família: a mensagem que segue por email ou WhatsApp depois da sessão.
Como ditar bem um registo clínico
- Usa um guião fixo. Para a evolução: objectivo, actividades, resposta do utente, plano. Diz sempre pela mesma ordem.
- Fala como falas: o usarvoz pontua sozinho; se disseres a pontuação, respeita-a. Diz novo parágrafo e o texto muda de parágrafo entre blocos.
- Põe as siglas dos instrumentos de avaliação no dicionário, ou diz o nome por extenso.
- Revê ao teclado. O ditado dá o rascunho; um minuto de revisão apanha um termo trocado.
- Não digas dados que identificam o utente com outras pessoas por perto. Fala baixo ou acrescenta o nome depois.
O que verificar numa ferramenta de ditado
- Onde corre: no sistema de registo que usas (muitos abrem no browser), no telemóvel e no email.
- Português de Portugal: termos como "preensão", "propriocepção" ou "integração sensorial" têm de sair bem. Um dicionário de termos faz diferença.
- Dados de saúde: o que acontece ao áudio e ao texto. São dados sensíveis no RGPD.
- Alternativas honestas: o ditado do sistema (Gboard, iPhone, Windows) é grátis e chega para frases curtas. Uma ferramenta paga compensa quando ditas muito e queres pontuação automática, limpeza dos "hum" e termos certos.
Onde o ditado por voz entra, com o usarvoz
Se o teu sistema de registos abre no Chrome, a extensão do usarvoz põe um botão de microfone dentro do campo de texto. O áudio é apagado depois da transcrição, o texto não fica no nosso servidor (a não ser que actives o "histórico", desligado por omissão) e nada serve para treino.
- Instala a extensão no Chrome e entra com o teu email (código de 6 dígitos, sem palavra-passe).
- Em /conta.html, abre o dicionário e junta os termos do teu dia: instrumentos, técnicas, siglas.
- No popup da extensão, deixa o modo simples para registos, ou Email para relatórios enviados por email.
- Clica no campo da nota, carrega em Alt+Shift+V e fala pelo teu guião. Carrega outra vez para parar.
- No telemóvel, entre sessões, usa a bolha (Android) ou o teclado (iPhone) para as indicações à família.
Para utentes com limitação motora nos membros superiores, o mesmo fluxo serve de adaptação: a bolha do Android funciona por cima do teclado que a pessoa já usa.
Diz a próxima nota de evolução em vez de a escrever. 30 minutos grátis.
Experimentar grátisPerguntas frequentes
Posso ditar directamente no sistema de registos clínicos?
Se abre no Chrome, sim: a extensão funciona em qualquer caixa de texto de um site. Se for um programa instalado no computador, a extensão não lá chega.
O áudio das sessões fica guardado?
Não. O usarvoz só ouve o que tu ditas, apaga o áudio depois de transcrever e não guarda o texto sem o histórico activo. Não grava sessões nem transcreve ficheiros.
Quanto custa?
30 minutos grátis, sem cartão. Depois, 5,99 € por mês com 8 horas de ditado na nuvem.