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Programas de reconhecimento de voz: guia para quem escreve em português de Portugal

Reconhecimento de voz é a tecnologia que passa a fala a texto. Existe há décadas, mas só nos últimos anos ficou boa o suficiente para escrever um email inteiro sem corrigir metade das palavras.

Este guia explica como funciona hoje, que tipos de programas há, o que cada um faz bem, e como escolher se escreves em português de Portugal, que muitas ferramentas tratam como uma variante do brasileiro.

Experimentar grátisActualizado em 14/10/2026

Como o reconhecimento de voz evoluiu

  • Programas treinados pelo utilizador: nos anos 1990 e 2000, o Dragon e semelhantes pediam que lesses textos para treinar a voz. Funcionavam para quem tinha paciência e falava inglês.
  • Ditado na nuvem do telemóvel: com os smartphones, a Apple e a Google levaram o ditado para o teclado. Sem treino, em várias línguas, para frases curtas.
  • Modelos de IA de fala: os modelos actuais aprendem com muito áudio em muitas línguas. Percebem sotaques, ritmo natural e vocabulário largo, e aceitam dicas de palavras.
  • Limpeza do texto: as ferramentas novas tiram os "hum", põem maiúsculas e pontuam o texto a partir da frase.

Os tipos de programas

  • Ditado do sistema (Apple, Windows, Gboard): grátis, já instalado, funciona em quase tudo. Óptimo para mensagens curtas; nos textos longos falham a pontuação e os nomes próprios.
  • Dragon (Nuance): referência antiga em ditado profissional, com comandos para controlar o computador. Mais forte em inglês do que em português.
  • Wispr Flow: app de ditado com IA que funciona em várias apps e limpa o texto. Pensada primeiro para inglês.
  • usarvoz: pensado primeiro para o português, de Portugal e do Brasil. Extensão do Chrome, teclado no iPhone e bolha no Android, com pontuação automática e dicionário.
  • Transcritores de ficheiros: outra categoria. Recebem um áudio ou vídeo gravado e devolvem texto. Servem para entrevistas e reuniões, não para escrever em directo.

Como escolher

  1. Define o uso: escrever em directo (ditado) ou passar gravações a texto (transcrição).
  2. Vê onde escreves: browser, telemóvel, programas instalados. A ferramenta tem de estar onde está o teu texto.
  3. Testa em português de Portugal, com o teu vocabulário. É aí que se vêem as diferenças.
  4. Lê a política de privacidade: o que acontece ao áudio e ao texto.
  5. Usa o período grátis num dia normal de trabalho, não num teste de cinco frases.

Onde o ditado por voz entra, com o usarvoz

Falar é mais rápido do que escrever ao teclado (cerca de 130 palavras por minuto contra 40). O usarvoz mostra a pré-visualização no aparelho enquanto falas; quando paras, o áudio passa pela nuvem, volta como texto limpo e é apagado.

  1. Escolhe a app: extensão do Chrome no computador (Windows, Mac, Linux, Chromebook), teclado no iPhone ou bolha no Android. Não existe programa para o computador.
  2. Entra com o teu email e o código de 6 dígitos. Em /conta.html, escolhe pt-PT e junta ao dicionário os nomes que mais usas.
  3. Escolhe o modo: WhatsApp, Email, Notas ou simples.
  4. No Chrome, clica numa caixa de texto e carrega em Alt+Shift+V. Fala normalmente, sem ditar sinais: fala como falas: o usarvoz pontua sozinho; se disseres a pontuação, respeita-a.

Experimenta um ditado feito para o português de Portugal. 30 minutos grátis.

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Perguntas frequentes

Qual a diferença entre reconhecimento de voz e transcrição?

Na prática, ditado é escrever em directo a falar; transcrição é converter uma gravação. O usarvoz faz ditado e não transcreve ficheiros.

Tenho de treinar a minha voz?

Não. Os modelos actuais não pedem treino. O que ajuda é o dicionário, para nomes e termos que a ferramenta não conhece.

Quanto custa o usarvoz?

30 minutos grátis, sem cartão. Depois, 5,99 € por mês com 8 horas de ditado na nuvem.