Ditado para profissionais de saúde: o essencial antes de escolheres uma ferramenta
Médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogos escrevem muito: diário clínico, anamnese, relatório, atestado, referenciação, cartas para outros colegas. Cada minuto ao teclado é um minuto a menos com o doente.
Este guia explica o que ver antes de adoptares ditado por voz no consultório ou no hospital, e como o usar com cuidado. Não é aconselhamento jurídico: se tens dúvidas sobre as regras da tua Ordem, pergunta à própria Ordem.
Os textos que mais ganham com o ditado
- Diário clínico e anamnese: texto corrido com estrutura repetida (queixa, história, exame, plano). É onde a voz rende mais.
- Relatórios: compridos, com secções fixas. O corpo diz-se em voz e revêem-se os termos técnicos.
- Referenciações e cartas: curtas, mas frequentes.
- Indicações ao doente: a mensagem escrita depois da consulta, por email ou WhatsApp.
- Receitas pedem atenção redobrada: dose e nome do medicamento revistos sempre a olho.
O que ver antes de escolher
- Onde funciona: dentro do processo clínico electrónico que já usas, ou só numa app à parte? Copiar e colar entre janelas come o tempo poupado.
- Português a sério: pt-PT, pontuação automática e capacidade de aprender nomes de medicamentos e termos da especialidade.
- Dados sensíveis: dados de saúde são categoria especial no RGPD. Pergunta o que acontece ao áudio, se o texto fica guardado, se os teus dados treinam modelos e como apagas a conta.
- Revisão: nenhum ditado acerta todos os termos raros. A ferramenta tem de tornar fácil verificar antes de gravar.
- Custo previsível: plano mensal claro, sem licença por máquina.
Boas práticas no consultório
- Diz o registo logo a seguir à consulta, com a memória fresca.
- Usa uma estrutura fixa (por exemplo SOAP: subjectivo, objectivo, avaliação, plano) e diz os títulos.
- Diz só os dados identificáveis de que o documento precisa mesmo.
- Revê doses, lateralidade (direito, esquerdo) e números antes de assinar.
- Não dites no corredor nem na recepção, onde outras pessoas ouvem.
Onde o ditado por voz entra
Falar chega perto das 130 palavras por minuto; escrever no teclado anda pelas 40. O usarvoz escreve em português dentro da caixa de texto que está aberta, por isso funciona no processo clínico web que já usas. O áudio é apagado depois da transcrição, o texto não fica no nosso servidor a não ser que actives o histórico (vem desligado), e nada serve para treinar modelos.
- Instala a extensão do usarvoz no Chrome. No campo do diário clínico web, clica no microfone azul ou carrega em Alt+Shift+V.
- Fala com estrutura, secção a secção: diz "novo parágrafo" e o texto muda de parágrafo entre o subjectivo e o objectivo. Fala como falas: o usarvoz pontua sozinho; se disseres a pontuação, respeita-a.
- Na conta, abre o dicionário e junta até 500 termos: medicamentos que receitas, nomes de exames, siglas da especialidade.
- Para listas de plano, usa o modo Notas: cada frase vira um tópico.
- No telemóvel, usa a bolha no Android ou a sessão de ditado no iPhone para as indicações ao doente.
Termos médicos raros pedem revisão. Verifica sempre antes de gravar no processo.
Diz o próximo registo clínico no teu sistema web. 30 minutos grátis.
Experimentar grátisPerguntas frequentes
O usarvoz grava a consulta?
Não. Escreve só o que dizes ao microfone quando ditas, e não transcreve consultas, reuniões nem ficheiros de áudio.
Funciona com um programa clínico instalado no computador?
Não há programa para o computador. Funciona em sistemas que abrem no Chrome.
Quanto custa?
30 minutos grátis, sem cartão. Depois 5,99 € por mês, com 8 horas de ditado na nuvem.