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Ditado para profissionais de saúde: o essencial antes de escolheres uma ferramenta

Médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogos escrevem muito: diário clínico, anamnese, relatório, atestado, referenciação, cartas para outros colegas. Cada minuto ao teclado é um minuto a menos com o doente.

Este guia explica o que ver antes de adoptares ditado por voz no consultório ou no hospital, e como o usar com cuidado. Não é aconselhamento jurídico: se tens dúvidas sobre as regras da tua Ordem, pergunta à própria Ordem.

Experimentar grátisActualizado em 14/10/2026

Os textos que mais ganham com o ditado

  • Diário clínico e anamnese: texto corrido com estrutura repetida (queixa, história, exame, plano). É onde a voz rende mais.
  • Relatórios: compridos, com secções fixas. O corpo diz-se em voz e revêem-se os termos técnicos.
  • Referenciações e cartas: curtas, mas frequentes.
  • Indicações ao doente: a mensagem escrita depois da consulta, por email ou WhatsApp.
  • Receitas pedem atenção redobrada: dose e nome do medicamento revistos sempre a olho.

O que ver antes de escolher

  1. Onde funciona: dentro do processo clínico electrónico que já usas, ou só numa app à parte? Copiar e colar entre janelas come o tempo poupado.
  2. Português a sério: pt-PT, pontuação automática e capacidade de aprender nomes de medicamentos e termos da especialidade.
  3. Dados sensíveis: dados de saúde são categoria especial no RGPD. Pergunta o que acontece ao áudio, se o texto fica guardado, se os teus dados treinam modelos e como apagas a conta.
  4. Revisão: nenhum ditado acerta todos os termos raros. A ferramenta tem de tornar fácil verificar antes de gravar.
  5. Custo previsível: plano mensal claro, sem licença por máquina.

Boas práticas no consultório

  • Diz o registo logo a seguir à consulta, com a memória fresca.
  • Usa uma estrutura fixa (por exemplo SOAP: subjectivo, objectivo, avaliação, plano) e diz os títulos.
  • Diz só os dados identificáveis de que o documento precisa mesmo.
  • Revê doses, lateralidade (direito, esquerdo) e números antes de assinar.
  • Não dites no corredor nem na recepção, onde outras pessoas ouvem.

Onde o ditado por voz entra

Falar chega perto das 130 palavras por minuto; escrever no teclado anda pelas 40. O usarvoz escreve em português dentro da caixa de texto que está aberta, por isso funciona no processo clínico web que já usas. O áudio é apagado depois da transcrição, o texto não fica no nosso servidor a não ser que actives o histórico (vem desligado), e nada serve para treinar modelos.

  1. Instala a extensão do usarvoz no Chrome. No campo do diário clínico web, clica no microfone azul ou carrega em Alt+Shift+V.
  2. Fala com estrutura, secção a secção: diz "novo parágrafo" e o texto muda de parágrafo entre o subjectivo e o objectivo. Fala como falas: o usarvoz pontua sozinho; se disseres a pontuação, respeita-a.
  3. Na conta, abre o dicionário e junta até 500 termos: medicamentos que receitas, nomes de exames, siglas da especialidade.
  4. Para listas de plano, usa o modo Notas: cada frase vira um tópico.
  5. No telemóvel, usa a bolha no Android ou a sessão de ditado no iPhone para as indicações ao doente.

Termos médicos raros pedem revisão. Verifica sempre antes de gravar no processo.

Diz o próximo registo clínico no teu sistema web. 30 minutos grátis.

Experimentar grátis

Perguntas frequentes

O usarvoz grava a consulta?

Não. Escreve só o que dizes ao microfone quando ditas, e não transcreve consultas, reuniões nem ficheiros de áudio.

Funciona com um programa clínico instalado no computador?

Não há programa para o computador. Funciona em sistemas que abrem no Chrome.

Quanto custa?

30 minutos grátis, sem cartão. Depois 5,99 € por mês, com 8 horas de ditado na nuvem.