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Programas para assistentes sociais: processos, agenda e relatórios

O trabalho do assistente social faz-se no terreno, mas quem procura programas para assistentes sociais sabe que grande parte do tempo vai para o registo: atendimentos, visitas domiciliárias, informações sociais, relatórios para o tribunal ou para a CPCJ, encaminhamentos para a rede. O texto mais comprido é quase sempre o relatório da visita, e costuma ser escrito ao fim do dia, de memória.

Este artigo arruma as ferramentas por tarefa, diz o que verificar antes de pôr dados de utentes em qualquer programa, e mostra como ditar os relatórios.

Experimentar grátisActualizado em 14/10/2026

Ferramentas por tarefa

  • Registo de atendimentos: os sistemas da Segurança Social, da autarquia ou da IPSS onde trabalhas. Em associações pequenas, muitas vezes uma folha de cálculo ou um programa de gestão de processos contratado pela instituição.
  • Agenda e visitas: Google Calendar ou Outlook, com a morada no evento. Ajuda a montar o percurso do dia.
  • Documentos: Google Docs ou Word com modelos de relatório social, informação social e pedido de apoio. Um bom modelo poupa mais tempo do que qualquer programa.
  • Coordenação da equipa: um quadro simples (Trello, Planner) para saber quem acompanha cada família, sem dados pessoais no quadro.

O que verificar antes de usar um programa

O serviço social trata informação sobre violência, saúde, rendimentos e crianças. No RGPD, parte disto é categoria especial de dados. Antes de adoptares uma ferramenta, pergunta:

  • Onde ficam os dados e quem na instituição lhes tem acesso.
  • Se o fornecedor usa os dados para outros fins, como treinar modelos.
  • Se funciona em português e no browser que a equipa já usa.
  • Se a instituição autorizou o uso. Na dúvida, segue a orientação da coordenação e o sigilo profissional.

Como escrever o relatório da visita

  1. Logo a seguir à visita, ainda no carro ou no serviço, regista os factos: quem estava, condições da habitação, o que foi relatado, o que foi observado.
  2. Separa o que a família disse do que tu viste. Isso protege o parecer mais tarde.
  3. Escreve a análise e as propostas só depois, já com os factos registados.
  4. Revê a linguagem: descreve, não rotules. "A casa tinha duas divisões e uma casa de banho exterior" diz mais do que "condições precárias".

Onde o ditado por voz entra

O passo 1 é onde o ditado mais ajuda: dizer os factos da visita leva poucos minutos, e a memória ainda está fresca. O usarvoz apaga o áudio depois da transcrição e não guarda o texto no servidor, a não ser que actives o histórico.

  1. No telemóvel, activa a bolha do usarvoz no Android ou liga uma sessão de ditado no iPhone.
  2. Abre a app de notas, toca no campo e fala os factos da visita, com "novo parágrafo" para separar relato e observação.
  3. No computador, instala a extensão do usarvoz no Chrome e abre o relatório no programa ou no Google Docs.
  4. Clica no campo e carrega em Alt+Shift+V para ditar a análise e as propostas. Clica outra vez para parar.
  5. Junta ao dicionário da conta os nomes dos serviços da rede e siglas como RSI, CPCJ e IPSS.

Regista a próxima visita a falar, com a memória ainda fresca. 30 minutos grátis.

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Perguntas frequentes

Posso ditar nomes de utentes?

Tecnicamente sim, mas segue a política da tua instituição. Uma prática habitual é ditar com iniciais e completar os dados no sistema oficial.

Funciona no programa da autarquia?

Se o programa abre no Chrome e tem um campo de texto, a extensão funciona nele.

Quanto custa?

30 minutos grátis, sem cartão. O Pro custa 5,99 € por mês, com 8 horas de ditado na nuvem.