A PHDA é uma dificuldade de aprendizagem? Diferenças e apoio na escola
Pais, professores e adultos com diagnóstico recente fazem todos a mesma pergunta: a PHDA é uma dificuldade de aprendizagem? A resposta curta é não. Mas a PHDA pesa muito na vida escolar, e às vezes aparece junto com uma dificuldade de aprendizagem específica.
Este artigo explica a diferença, o que costuma ajudar na escola e onde o ditado por voz entra nos trabalhos escritos. Diagnóstico e tratamento ficam com o médico e a equipa especializada.
PHDA e dificuldade de aprendizagem não são a mesma coisa
Nas classificações usadas pelos médicos, a PHDA é uma perturbação do neurodesenvolvimento que afecta a atenção, o controlo dos impulsos e a organização. As perturbações específicas da aprendizagem, como a dislexia (leitura), a disortografia e a disgrafia (escrita) e a discalculia (matemática), atingem uma competência concreta.
- Na PHDA, a pessoa sabe ler e escrever, mas perde o foco, salta passos, começa e não acaba.
- Na dislexia, a dificuldade está na própria leitura e ortografia, mesmo com atenção total.
- As duas podem coexistir. Se a atenção melhora e a leitura continua difícil, vale a pena avaliar uma perturbação da aprendizagem.
- Só uma avaliação com profissionais (pedopsiquiatra, neuropediatra, psicólogo, terapeuta da fala) separa uma da outra.
Como a PHDA aparece nos trabalhos da escola
- Composições: a ideia está na cabeça, mas foge antes de chegar ao papel.
- Testes longos: erros por saltar enunciados, não por falta de conhecimento.
- Trabalhos de casa: custa começar e partir a tarefa em etapas.
- Caderno: a letra acelera e desorganiza-se quando a atenção cai.
Apoios que costumam resultar
- Fala com a escola sobre medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão: mais tempo nos testes, sala com menos estímulos, enunciados por partes. Leva o relatório médico se o tiveres.
- Divide trabalhos grandes em etapas pequenas, cada uma com prazo.
- Usa lembretes visuais e listas de verificação por tarefa.
- Deixa a criança ou o adolescente explicar em voz alta o que vai escrever antes de começar. Falar arruma a ideia.
- Combina pausas curtas e previsíveis em vez de sessões de estudo longas.
Onde o ditado por voz entra
Para muitas pessoas com PHDA, o bloqueio está entre a ideia e o texto. Falar é mais rápido do que escrever ao teclado (perto de 130 contra 40 palavras por minuto) e a ideia chega ao papel antes de fugir. Depois é rever. Confirma com a escola se o ditado é aceite em cada tipo de trabalho.
- No computador, instala a extensão do usarvoz no Chrome e entra com o email (código de 6 dígitos, sem palavra-passe).
- Abre o Google Docs no Chrome, clica no documento e carrega em Alt+Shift+V.
- Diz o rascunho como te sair: fala como falas: o usarvoz pontua sozinho; se disseres a pontuação, respeita-a. Carrega outra vez para parar.
- Para fazer primeiro um plano, escolhe o modo Notas no popup: cada frase fica num ponto.
- No telemóvel, usa a bolha no Android ou o teclado usarvoz no iPhone, com uma sessão de ditado activa.
- Nomes de autores e termos da matéria que saem mal vão para o dicionário em
/conta.html.
Experimenta ditar a próxima composição. 30 minutos grátis, sem cartão.
Experimentar grátisPerguntas frequentes
A PHDA dá direito a apoios na escola?
Em Portugal, a escola pode definir medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão. Fala com o director de turma e leva o relatório médico.
Quem tem PHDA pode ter também dislexia?
Sim, podem coexistir. Uma avaliação com vários profissionais separa os dois diagnósticos.
Ditar não prejudica aprender a escrever?
O ditado tira a barreira de passar a ideia para texto. Rever o que ditaste continua a ser trabalho de escrita. Usa-o junto com a prática, não em vez dela.