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Transcrição jurídica: audiências gravadas e peças ditadas não são o mesmo trabalho

Quando um advogado procura "transcrição jurídica", pode querer uma de duas coisas. Uma é passar a texto um ficheiro que já existe: a gravação de uma audiência de julgamento, de um depoimento, de uma reunião com o cliente. A outra é escrever mais depressa o que ainda não existe: a petição, a contestação, o parecer, o email ao cliente.

São ferramentas diferentes. Este artigo separa os dois casos, diz o que serve para cada um, e é claro sobre o usarvoz: não transcreve gravações. Escreve o que dizes, em directo.

Experimentar grátisActualizado em 14/10/2026

Caso 1: transcrever audiências e gravações

Nos tribunais portugueses, a prova produzida em audiência fica gravada. Para citar um depoimento numas alegações de recurso, é preciso passar esse ficheiro a texto, com a indicação das passagens. Aqui precisas de um transcritor de ficheiros: envias o áudio e recebes o texto, de preferência com marcas de tempo e separação de quem fala.

  • Transcrever no Word (Microsoft 365, Word para a web): em Base, Ditar, Transcrever, carregas um ficheiro de áudio e recebes o texto com os oradores separados.
  • Serviços de transcrição de ficheiros com IA: há vários na web (como Transkriptor, Sonix e Turboscribe) que aceitam português. Lê a política de dados antes de enviar uma gravação de um processo.
  • Transcrição humana: profissionais que transcrevem audiências com revisão. Compensa quando a transcrição vai ser junta aos autos ou quando o som é mau.
  • Ferramentas de reunião (Teams, Zoom, Google Meet): algumas transcrevem a própria reunião, úteis com clientes, não para gravações já feitas.

Seja qual for a opção, confere com o áudio original as passagens que vais citar.

Caso 2: escrever peças e emails a falar

A maior parte do texto de um escritório não vem de gravações: vem da cabeça do advogado. Petição inicial, contestação, requerimento, alegações, parecer, carta ao cliente. Aqui o que ajuda é o ditado em directo: falas e o texto aparece no documento, já pontuado.

Falar é mais rápido do que escrever ao teclado (cerca de 130 palavras por minuto contra 40). Nos factos e na fundamentação, texto corrido, o ganho é grande. Citações de lei e de acórdãos, que se copiam, ficam no teclado.

  1. Monta o esqueleto da peça: tribunal, partes, factos, direito, pedido.
  2. Diz cada bloco de seguida: fala como falas: o usarvoz pontua sozinho; se disseres a pontuação, respeita-a. Diz novo parágrafo e o texto muda de parágrafo.
  3. Cola as citações de lei e de acórdãos ao teclado.
  4. Revê tudo antes de submeter no Citius.

Onde o ditado por voz entra, com o usarvoz

O usarvoz só serve para o caso 2. Não transcreve audiências, vídeos, reuniões nem ficheiros. No computador, é uma extensão do Chrome que funciona em qualquer caixa de texto de um site: Google Docs, Word para a web, Gmail, Outlook na web.

  1. Instala a extensão do usarvoz no Chrome e entra com o teu email (código de 6 dígitos, sem palavra-passe).
  2. Em /conta.html, junta ao dicionário nomes de partes, clientes e termos que usas (até 500).
  3. No popup, escolhe o modo Email para mensagens a clientes, ou o modo simples para peças.
  4. Clica no ponto do documento, carrega em Alt+Shift+V, diz o bloco e carrega outra vez.
  5. Revê. O áudio é apagado depois da transcrição, e o texto não fica no nosso servidor sem o histórico activo.

Diz a próxima peça em vez de a escrever. 30 minutos grátis, sem cartão.

Experimentar grátis

Perguntas frequentes

O usarvoz transcreve a gravação de uma audiência?

Não. Escreve o que dizes em directo. Para gravações, usa um transcritor de ficheiros, como o Transcrever do Word para a web, um serviço com IA ou transcrição humana.

Posso ditar directamente no Citius?

O habitual é ditar a peça no Word para a web ou no Google Docs, gerar o PDF e submetê-lo no Citius.

Quanto custa?

30 minutos grátis, sem cartão. Depois, 5,99 € por mês com 8 horas de ditado na nuvem.