Alunos com dislexia: fazer os trabalhos a falar e rever a ouvir
Nos alunos com dislexia, a dificuldade está na ortografia, na leitura e na velocidade de escrita, não nas ideias. Muitos alunos explicam a matéria bem em voz alta e bloqueiam quando têm de passar a mesma explicação para o papel.
Este guia é para alunos, pais e professores: o que ajuda a escrever, como montar um ciclo de escrever a falar e rever a ouvir, e onde o ditado por voz encaixa, sem promessas.
Porque é que escrever trava
Escrever pede tudo ao mesmo tempo: segurar a ideia, construir a frase, acertar cada letra, pontuar. Com dislexia, a ortografia come tanta atenção que a ideia se perde pelo caminho.
- O texto sai mais curto e mais simples do que o aluno sabe.
- O aluno troca a palavra certa por outra mais fácil de escrever.
- A revisão vira caça aos erros de ortografia e a estrutura fica para depois.
- O cansaço chega antes do fim do teste.
O ciclo que resulta: falar, ouvir, ajustar
- Planear a falar: antes de escrever, diz em voz alta as três ou quatro ideias principais.
- Escrever o rascunho a falar: um parágrafo de cada vez, como falas: o usarvoz pontua sozinho; se disseres a pontuação, respeita-a. Sem parar para corrigir.
- Ouvir o texto: no iPhone, Definições, Acessibilidade, Conteúdo falado, Falar selecção. No Android, Selecionar para ouvir. No Edge, Ler em voz alta.
- Ajustar: a ouvir, as frases partidas e os erros de sentido saltam à vista. Corrige esses primeiro.
- Ortografia no fim, com o corrector do editor ou o LanguageTool.
Outras ajudas que compensam
- Leitura Avançada do Word e do OneNote: mais espaço, leitura em voz alta e realce da linha.
- Letra e espaçamento: letra sem serifa, maior e com mais espaço entre linhas ajuda muitos leitores. Testa o que resulta com o aluno.
- Audiolivros para as leituras obrigatórias, quando a escola aceitar.
- Direitos na escola: em Portugal, o Decreto-Lei 54/2018, da educação inclusiva, prevê medidas de suporte. Fala com o director de turma sobre adaptações, como mais tempo nos testes.
- Diagnóstico: é feito por profissionais, como terapeuta da fala e psicólogo. Nenhuma app o substitui.
Onde o ditado por voz entra
O ditado separa as tarefas: a ideia sai pela fala e a revisão vem depois. O usarvoz escreve com pontuação e maiúscula no início das frases, em três sítios.
- No computador: instala a extensão do usarvoz no Chrome, entra com o email (código de 6 dígitos, sem palavra-passe), abre o Google Docs e clica no texto. Clica no botão azul do microfone ou carrega em Alt+Shift+V, fala e clica outra vez.
- No iPhone: activa o teclado usarvoz em Definições, Geral, Teclado, Teclados, liga Permitir acesso total e abre uma sessão de ditado na app (15 minutos, 1 hora ou o dia todo).
- No Android: a app mostra uma bolha de microfone por cima de qualquer app, e o aluno mantém o teclado que já usa.
- Para resumos: o modo Notas transforma cada frase dita num tópico.
- Para termos da matéria: junta palavras como "fotossíntese" ou nomes de autores ao dicionário da conta, até 500 palavras.
O ditado não ensina ortografia nem substitui o acompanhamento. Tira a ortografia do caminho na hora do rascunho.
Faz o próximo trabalho a falar. 30 minutos grátis do usarvoz, sem cartão.
Experimentar grátisPerguntas frequentes
Escrever a falar não prejudica a aprendizagem?
O ditado serve para produzir o texto. O treino da ortografia continua com o professor e o terapeuta. Muitos alunos usam os dois, em momentos diferentes.
Posso usar o ditado nos testes?
Depende das medidas aprovadas para o aluno. Pergunta ao director de turma.
Quanto custa?
30 minutos grátis, sem cartão. Depois, 5,99 € por mês com 8 horas de ditado na nuvem.